Marcelo Alves Vilar de Siqueira - Doctoralia.com.br
Quais são os fatores de risco para desenvolver catarata?

Quais são os fatores de risco para desenvolver catarata?

O sintoma principal você já conhece: a catarata, deixa a visão embaçada, dificultando tarefas simples do dia a dia como ler, perceber a expressão das pessoas ou dirigir. Esse processo da perda da transparência do cristalino pode ter causas diversas, tema que iremos abordar hoje neste espaço. Independentemente do fator causador do problema, lembre-se que você sempre pode contar com o tratamento prestado pelo Dr. Marcelo Vilar, oftalmologista em Curitiba, especialista em cirurgias de correção desse problema que acomete milhões de pessoas e é a principal causa de cegueira em todo o mundo.

Vamos então conhecer quais são os fatores de risco para desenvolver catarata?.

Idade

Infelizmente o envelhecimento acaba trazendo diversos problemas de saúde e a catarata é um deles. É uma realidade da qual ninguém consegue escapar, portanto preste atenção nos próximos itens. São eles que podem contribuir com a sua qualidade de vida ao passar dos anos.

Catarata | Marcelo Vilar

Diabetes

Cuidar da saúde é um dever de todos, mas para quem tem diabetes, a atenção deve ser redobrada. Os olhos são um dos órgãos afetados pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue. Quando a taxa está descontrolada, são provocadas alterações na córnea que podem resultar no surgimento da catarata.

Beber álcool exageradamente

Não são somente os olhos que sofrem com o consumo exagerado de álcool. Os sistemas digestivo, circulatório e nervoso também são muito afetados. Além de prazeroso, o uso moderado de bebidas alcóolicas pode até fazer bem à saúde, como já foi demonstrado em pesquisas sobre o vinho, por exemplo. Por isso, se você é consumidor deste tipo de bebida, tome cuidado, preste atenção nos primeiros sinais de consumo descontrolado e, caso você tenha problemas, procure ajuda. A sua saúde, inclusive a ocular, agradece.

Sedentarismo e obesidade

Dois fatores que estão relacionados e influenciam na possibilidade de você desenvolver não somente catarata, mas também centenas de outras doenças. Nós da equipe do Dr. Marcelo Vilar incentivamos muito a prática de exercícios físicos. Um pouquinho por dia da sua atividade favorita faz uma diferença enorme na sua qualidade de vida. Viva com mais disposição, alegria e brilho nos olhos.

Exposição excessiva ao sol

Neste caso, a vilã é a radiação ultravioleta. Vários casos de catarata são causados pela superexposição aos raios UV. Tome cuidado e não abuse da luz solar entre 10h e 16h, assim como só frequente solários ou cabines bronzeamento com óculos de proteção adequado.


Pressão arterial elevada

A córnea é muito afetada pela pressão alta, um mal que muitas vezes acaba causando também o aumento da pressão intraocular. Sua manutenção constante é importante porque influencia na circulação do humor aquoso, um líquido que mantém a temperatura interna do olho e a tensão ocular, além de nutrir a córnea. Ou seja, a saúde ocular é diretamente proporcional ao controle da pressão arterial.

Tabagismo

É consenso: o cigarro traz consequências devastadoras para o corpo humano. São centenas de substâncias tóxicas inaladas a cada tragada, circulando instantaneamente pelo corpo e chegando também aos seus olhos. Sabemos que não é fácil, mas procure ajuda e pare de fumar.


Histórico familiar (fatores genéticos)

Como o envelhecimento, não podemos controlar o fator genético. Quem nasce com uma pré-disposição à doença, terá mais chances de sofrer com a catarata em algum momento da vida. Essa herança é inevitável, mas diversos tratamentos cirúrgicos estão disponíveis, realizados sob anestesia local e liberação imediata do paciente logo após o procedimento.

Previna-se. Siga as dicas de saúde desta postagem e consulte o Dr. Marcelo Vilar, oftalmologista especialista em catarata em Curitiba periodicamente. Em caso de dúvida ou se quiser marcar uma consulta, fale conosco pelo telefone (41) 99616-9915 🙂

Entenda se o seu bebê pode ter catarata congênita.

Entenda se o seu bebê pode ter catarata congênita.

A gravidez é um momento especial na vida de todo casal e, especialmente, da mulher gestante. Mas também é um momento de diversas preocupações, principalmente aquelas relacionadas com a saúde do bebê.

No consultório do Dr. Marcelo Vilar, várias futuras mamães e muitos novos papais nos perguntam sobre a possibilidade do desenvolvimento da catarata em bebês recém-nascidos ou mesmo se é possível detectar este problema durante a gestação. Ainda não é possível realizar o diagnóstico antes do parto, mas logo após o nascimento, uma das primeiras características que é conferida é a opacidade do cristalino.

É consenso entre os especialistas que o momento ideal para intervir e remover cirurgicamente uma catarata congênita é entre a sexta semana de vida até os 3 meses de idade. Para isso, é recomendado que o casal faça o exame oftalmológico, também chamado de “teste do olhinho”, ainda na maternidade. Na rede pública, esse procedimento é atualmente obrigatório.

O que é a catarata congênita

Catarata congênita é uma turvação da lente natural do olho presente desde o nascimento. Dependendo do caso, sua remoção deve ser realizada por cirurgia enquanto o paciente ainda é bebê, prevenindo a possibilidade do desenvolvimento de ambliopia ou mesmo de uma cegueira. Muitas vezes, a densidade e a localização da opacidade não justificam uma intervenção cirúrgica. Como sempre repetimos neste espaço, cada caso é único e deve ser avaliado por um especialista, como o Dr. Marcelo Vilar, médico oftalmologista em Curitiba com uma bagagem de mais de 18 mil cirurgias realizadas em sua carreira.

Entenda se o seu bebê pode ter catarata congênita. | Jet Vap

Causas da catarata congênita

Existe uma grande incidência de pacientes em que o problema da catarata congênita acontece por fator genético. Mas suas causas são realmente diversas. Diabetes, reações a medicamentos, problemas metabólicos ou infecciosos durante a gestação, tudo isso pode servir para desencadear o problema na criança.

A catarata congênita também possui maiores chances de acometer o bebê quando a mãe sofre das seguintes doenças durante a gravidez: sífilis, herpes zoster ou simplex, varicela, sarampo, poliomielite, gripe, vírus Eppstein-Barr, toxoplasmose e, a causa mais comum, rubéola. Também alguns antibióticos usados no tratamento de gestantes foram identificados como fatores de causa da catarata congênita, como a tetraciclina, por exemplo.

Tipos de catarata congênita

A catarata congênita pode aparecer apenas no olho direito ou no esquerdo, mas geralmente (64% dos casos) ocorre em ambos os olhos.

Catarata cercúlea: identificadas por pequenos pontos azulados que aparecem na lente do olho. De origem genética, normalmente não provocam problemas para a visão.

Catarata nuclear: a mais comum, aparece no centro da lente ocular.

Catarata polar posterior: aparece na parte posterior da lente do olho e apresenta opacidade bem definida.

Catarata polar inferior: aparece na parte frontal da lente do olho e apresenta opacidade bem definida.</.

Tratamentos da catarata congênita

O tratamento da catarata congênita é sua remoção via cirurgia. É muito importante conversar com o seu oftalmologista para tirar qualquer dúvida que você tenha antes de seguir com o procedimento no seu bebê. Após a retirada de toda a catarata, pode ser implantada uma lente intraocular, que pode ser dobrável ou não-dobrável.

A inserção de lentes intraoculares, uso de óculos ou lentes de contato são indispensáveis para a correção da visão após a cirurgia de catarata. Caso contrário, a criança terá a sua visão comprometida e, consequentemente, também o seu desenvolvimento. A melhor opção entre as três apresentadas depende muito do caso específico e da idade da criança. Mais uma vez, a definição depende do consenso entre os pais e o especialista.

Nós da equipe do Dr. Marcelo Vilar desejamos um gestação cheia de saúde para você, mamãe, e o seu bebê.

Crosslinking: quem é o paciente ideal?

Cuidar da saúde ocular faz total diferença e impacta diretamente na qualidade de vida de qualquer ser humano. Casos de ceratocone, onde a curvatura da córnea é modificada, causando dificuldade visual, podem ser tratados de diferentes maneiras, sempre levando em conta o estágio de avanço da doença.

Aqui no consultório do Dr. Marcelo Vilar realizamos três principais tipos de tratamentos cirúrgicos: crosslinking, implante de Anel de Ferrara e transplante de córnea.

Quando atendemos pacientes que apresentam o ceratocone, muitos deles se perguntam sobre qual a melhor opção de tratamento para o seu caso e como fazer essa escolha. A verdade é que cada caso precisa ser analisado separadamente, com o auxílio de um oftalmologista especializado durante as consultas médicas, porém, existem algumas indicações de tratamento de acordo com o avanço do ceratocone.

Nós da equipe do Dr. Marcelo Vilar, produzimos este conteúdo para falar mais sobre o procedimento de crosslinking e quais são os pacientes que podem considerar este tratamento como o ideal para o seu caso.

Continue lendo e confira mais detalhes sobre ceratocone, crosslinking e perfil do paciente ideal. 😉

O que é ceratocone?

O ceratocone é uma doença não-inflamatória, bilateral e progressiva, onde seu avanço afeta o formato da curvatura da córnea, causando dificuldade visual no paciente.

As causas do ceratocone ainda são desconhecidas, mas pesquisas apontam que fatores genéticos e o hábito de coçar os olhos com frequência influenciam no desenvolvimento da doença.

O afinamento e enfraquecimento da córnea possibilita sua deformação, evoluindo pouco a pouco para um padrão mais cônico. Essa mudança no formato altera a maneira como a luz adentra os olhos e forma a imagem, causando dificuldades visuais progressivas, normalmente se apresentando com evolução constante de grau.

Para diagnosticar o ceratocone é preciso consultar com um oftalmologista especialista na doença e realizar exames para comprovar o caso clínico, como a topografia corneana.

Como funciona o Crosslinking?

O Crosslinking é um procedimento cirúrgico que pode ser utilizado para tratamento do ceratocone. Além dele, é possível utilizar óculos e lentes de contato, implante de Anel de Ferrara ou então transplante de córnea, tudo dependendo do grau de avanço do ceratocone.

No caso do Crosslinking o procedimento deve ser realizado por um médico oftalmologista especializado e licenciado, em centro cirúrgico. O tratamento se inicia com a aplicação de anestesia tópica, em formato de colírio, seguido da remoção do epitélio da córnea – células da superfície corneana que regeneram posteriormente.

A remoção do epitélio é fundamental para que a ocorra a penetração da Riboflavina (Vitamina B2) na córnea – aplicada em gotas. Procede-se com a aplicação da luz UV-A por 30 minutos.

Esse procedimento tem como objetivo reforçar a estrutura da córnea, impedindo que a alteração do seu formato continue acontecendo e não como um tratamento definitivo do ceratocone.

Crosslinking: pacientes ideais

Os pacientes ideais para a realização de tratamento de Crosslinking são aqueles que apresentam ceratocone em estágio leve ou mediano, pois estes apresentam maiores chances de impedir o desenvolvimento da doença e em alguns casos até regredir levemente o ceratocone.

A espessura da córnea é outro fator que influencia na possibilidade de realizar o Crosslinking para tratamento da doença. Em linhas gerais, a espessura corneana deve ser igual ou superior a 400 micra, o que corresponde a 400 milésimos de milímetros, pois assim é possível garantir a proteção e manutenção do endotélio íntegro após o procedimento.

A curvatura da córnea deve ser menor do que 70 diptrias e é recomendado que não haja cicatrizes corneanas. Gestantes não devem realizar o procedimento.

Cuide da saúde dos seus olhos, agende sua consulta com o Dr. Marcelo Vilar, oftalmologista especialista em ceratocone em Curitiba e entenda se o seu caso pode ser tratado com o Crosslinking. Fale conosco pelo telefone (41)99616-9915 🙂

Miopia, hipermetropia e astigmatismo: qual a diferença?

Miopia, hipermetropia e astigmatismo: qual a diferença?

Hoje está cada vez mais comum que pessoas sejam afetadas por problemas de visão de todas as naturezas. A miopia, astigmatismo e hipermetropia ainda são os erros refrativos mais comuns e que atingem um maior número de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 35 milhões de brasileiros sofrem com algum tipo de problema de visão.

Apesar de normalmente esses problemas não serem graves, é necessário que os portadores desses erros refrativos cuidem da saúde de seus olhos, e principalmente, mantenham as consultas em dia, pois assim, é possível controlar os problemas de visão, sem maiores danos para cada paciente.

Com toda a certeza, miopia, hipermetropia e astigmatismo são os problemas que mais atendemos no consultório do Dr. Marcelo Vilar. Por isso, decidimos produzir este conteúdo, para te auxiliar a entender a diferença entre esses erros refrativos e também as possibilidades de tratamento para cada um deles. Confira!

A miopia

A miopia é um dos problemas mais comuns existentes hoje, com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontando que até 2020 teremos 36% da população mundial atingida por esse problema refrativo. A miopia se trata da dificuldade para enxergar objetos distantes, deixando a vista desfocada e embaçada.

Este problema refrativo se dá devido ao formato mais alongado do olho da pessoa. Ou seja, enquanto alguém com a visão normal possui o globo ocular arredondado, o globo ocular de uma pessoa com miopia é mais alongado, o que faz com que a imagem se forme antes de atingir a retina.

Miopia - Imagem 1 | Marcelo Vilar

Em casos de miopia, os pacientes possuem dificuldade em enxergar o que está longe. Os primeiros sintomas surgem ainda na infância ou na adolescência, com sua evolução ocorrendo gradativamente ao longo dos anos, tendendo a se estabilizar por volta dos 30 anos.

A miopia é mais comumente hereditária, porém pode ser agravada devido a maus hábitos como o uso excessivo de eletrônicos como celulares e computadores [marcar post], ou a falta de luz natural.

Sintomas da miopia

Pessoas que apresentam a miopia normalmente costumam sentir dificuldade para ver objetos distantes, como também ter a necessidade de forçar os olhos para conseguir enxergar.

Dores de cabeça constantes, lacrimejamento em excesso dos olhos e sensibilidade à luz também são sintomas da miopia.

A hipermetropia

Já a hipermetropia, é o oposto da miopia, portanto, ela prejudica a visão de objetos que estão mais próximos. A estimativa é que hoje 65 milhões de brasileiros possuam hipermetropia.

Este erro refrativo acontece pelo formato do olho ser menor, o que faz com que a imagem se forme apenas atrás da retina. Ou seja, diferentemente da miopia, onde a imagem se forma antes da retina, na hipermetropia o que acontece é o inverso, fazendo com que a imagem de perto não seja compreendida com facilidade pelo paciente.

Hipermetropia - Imagem 2 | Marcelo Vilar

Normalmente a hipermetropia está relacionada a fatores hereditários, ou seja, se seus pais têm hipermetropia, você tem chances maiores de adquirir o problema também.

Pacientes hipermetropes, quando chegam a uma idade próxima aos 40 anos, as chances de ter algumas dificuldades para enxergar de longe também aumentam, causando o que é conhecido como presbiopia, ou vista cansada.

Sintomas da hipermetropia

Pessoas com hipermetropia costumam ter sintomas relacionados à dificuldade em enxergar objetos próximos, cansaço da visão, dores de cabeça e vermelhidão ou lacrimejamento nos olhos.

Dificuldade de concentração e sensação de olhos pesados também são sintomas recorrentes e queixas dos pacientes.

O astigmatismo

O astigmatismo é caraterizado pela imperfeição na curvatura da córnea do globo ocular, o que acaba causando uma distorção e dificuldade para enxergar tanto de perto como de longe.

Isso acontece porque os raios de luz não atingem apenas um ponto da retina, mas sim vários. Dessa forma, cria-se diversos pontos focais, podendo ser formados antes ou depois da retina.

Astigmatismo - Imagem 3 | Marcelo Vilar

O astigmatismo, portanto, é a dificuldade de enxergar tanto de perto, quanto de longe. Como se fosse uma junção da miopia e hipermetropia.

Sintomas do astigmatismo

Pacientes que apresentam astigmatismo trazem queixas de visão borrada ou duplicada, confusão de letras e números parecidos (como M e N ou 5 e 6). Sensação de ardor ou vermelhidão nos olhos e cansaço ocular também são sintomas presentes.

Tratamentos para miopia, hipermetropia e astigmatismo

Apesar de serem três problemas refrativos diferentes, os tratamentos para miopia, hipermetropia e astigmatismo são os mesmos. O uso de lentes de contato e óculos de grau são opções para esses problemas, porém, hoje existe um procedimento chamado cirurgia refrativa, realizada com equipamentos e técnicas modernas que permitem a correção dos erros refrativos com muita qualidade.

A cirurgia refrativa é uma ótima opção para pacientes que estejam com o grau estabilizado e que busquem não necessitar mais dos óculos e lentes de maneira compulsória.

Agende sua consulta com o Dr. Marcelo Vilar, trate do seu problema de miopia, hipermetropia ou astigmatismo e cuide da saúde de seus olhos. Fale conosco pelo WhatsApp (41)99616-9915 😀

Guia completo sobre Anel de Ferrara

Guia completo sobre Anel de Ferrara

O Anel de Ferrara, também conhecido como anel corneano, é um dos tratamentos possíveis para casos de ceratocone, e é procurado por diversos pacientes como uma maneira de impedir a evolução da doença.

No consultório do Dr. Marcelo Vilar realizamos diversos procedimentos de implante de Anel de Ferrara. É importante destacar aqui que este tipo de tratamento pode ser utilizado em pacientes com o ceratocone em nível intermediário. Para casos avançados da doença, recomenda-se o transplante de córnea.

Essa escolha do melhor tratamento para cada caso precisa ser realizada pelo paciente em conjunto com um oftalmologista especializado em ceratocone.

Nós, da equipe do Dr. Marcelo Vilar desenvolvemos este conteúdo para que nossos pacientes entendam mais sobre o Anel de Ferrara, conhecendo suas possibilidades de tratamento mais a fundo, mas também para incentivar outras pessoas a terem informações, e principalmente, que busquem uma ajuda especializada. Confira!

Os tratamentos do ceratocone

Como já dissemos em outros artigos, o ceratocone possui diversas opções de tratamentos [marcar post]. Em casos iniciais da doença é possível optar pelo uso de óculos e lentes de contato rígidas. Em casos intermediários, o crosslinking e o próprio Anel de Ferrara surgem como possibilidades de tratamento.

É importante frisar, que esses procedimentos intermediários têm como principal foco impedir o avanço da doença, e não promover sua cura. Por isso, em casos avançados do ceratocone, a recomendação médica geralmente é a de encaminhamento para a cirurgia de transplante de córnea.

O Anel de Ferrara

O Anel de Ferrara é uma órtese composta de dois segmentos semicirculares, de espessuras variáveis, conforme a necessidade de cada paciente, com 5mm de diâmetro. Esses segmentos são confeccionados em PMMA, um acrílico biocompatível, o mesmo utilizado em lentes intraoculares para cirurgia de catarata.

Este procedimento consiste no implante corneano de 1 ou 2 anéis, conforme a necessidade de cada caso. Espera-se com a inserção desse material que haja o impedimento do avanço da doença, regularizando a superfície da córnea.

Anel de ferrara - Imagem 1 | Marcelo Vilar

O Anel de Ferrara cura o ceratocone?

Não, como foi dito, o objetivo do procedimento de inserção do Anel de Ferrara é estacionar o avanço da doença.

Ao colocar os anéis, a deformação da córnea é impedida pelo material inserido, o que ocorre na maioria dos casos. Em 15% dos casos onde pode haver evolução apesar do anel, o procedimento pode ser revertido para que o transplante de córnea seja possível.

Problemas refrativos e o Anel de Ferrara

A cirurgia de implante de Anel de Ferrara não tem finalidade refrativa, ou seja, não livra o paciente do uso de óculos ou lentes de contato. Na verdade, em quase metade dos casos, após a cirurgia do anel, ainda será necessário o uso de óculos ou lentes de contato.

Apesar da deformação corneana normalmente ser uma das causas de erros refrativos para pessoas que apresentem a doença, a colocação do Anel de Ferrara não cura os erros refrativos, apenas impede que eles sejam piorados pela continuidade da deformação da córnea.

O procedimento de implante do Anel de Ferrara

Realizada com anestesia tópica e local, a cirurgia de implante de Anel de Ferrara dura em média 10 minutos e é indolor para o paciente.

Apesar de ser uma cirurgia que exige muita técnica e conhecimento do profissional que irá realizar, por isso, é recomendado que o paciente a realize com um oftalmologista especializado e experiente no procedimento.

Pós-cirúrgico do Anel de Ferrara

Durante o período de pós-operatório são vistos raros sintomas. Pacientes que apresentem incômodos, geralmente se queixam apenas de lacrimejamento, fotofobia – sensibilidade excessiva à luz – e olho com avermelhamento leve.

Os cuidados necessários nesse processo são simples, como não tomar banhos de imersão em piscinas, praias ou banheiras, bem como evitar o uso de sauna. Não é recomendado também a prática de atividades físicas, coçar os olhos ou utilizar maquiagem em um primeiro momento.

Também é importante que o paciente tome cuidado para que a água não caia nos olhos durante o banho e também uso um oclusor de acrílico para dormir, evitando que coce os olhos durante o sono.

Oclusor acrílico para Anel de Ferrara | Marcelo Vilar

Pacientes indicados para Anel de Ferrara

O paciente ideal para o implante do anel corneano é aquele que apresenta a córnea com pouco ou nenhuma estria ou cicatriz, com ceratometria simulada com valores inferiores a 60,00 D (ou 65) e córneas não muito finas.

Casos intermediários são os ideais para realizar a cirurgia de implante de Anel de Ferrara, pois são os que apresentam maiores chances de sucesso no resultado esperado. Porém, cada paciente precisa consultar com um oftalmologista especialista em ceratocone, para que seja avaliado a melhor opção para seu caso.

Cuide da saúde de seus olhos, agende sua consulta com o Dr. Marcelo Vilar e entenda se o Anel de Ferrara é a melhor opção de tratamento para o seu caso. Fale conosco pelo WhatsApp (41)99616-9915.

Pterígio: o que é e como tratar?

Pterígio: o que é e como tratar?

Apesar do nome complexo, o pterígio é uma doença ocular que pode ser tratada, evitando maiores problemas para o paciente. Em geral o pterígio causa incômodo não só clínico, mas também estético, pois é um problema que pode ser visualizado por outras pessoas a olho nu. Estes fatores, combinados, fazem com que os pacientes procurem tratamento com oftalmologistas especializados com mais rapidez.

No consultório do Dr. Marcelo Vilar atendemos diversos casos de pacientes acometidos pelo pterígio. A grande maioria de nossos atendimentos se caracterizam por queixas de coceira nos olhos, dificuldades visuais e também pela formação de uma extensão de um tecido nos olhos.

Nós, da equipe do Dr. Marcelo Vilar, produzimos este conteúdo para que você possa conhecer um pouco mais sobre o pterígio, suas causas, tratamentos e também entender como identificar se você possui esse problema. Confira!

O que o pterígio?

O termo pterígio vem do grego e significa “pequena asa”. Caracteriza-se como uma prega de tecido fibrovascular em formato triangular ou trapezoidal. A aparência do pterígio, em termos mais comuns, é como se fosse uma pele esticada nos olhos, em geral, localizada na conjuntiva nasal, mais próximo ao nariz, embora possa também ocorrer na região temporal, na parte exterior do olho.

Os tipos de pterígio são divididos de acordo com sua evolução, conforme a área que se estende sobre a córnea, sendo mensurada em milímetros. Normalmente o pterígio é mais comum em pacientes que habitam em locais com muita incidência de luz solar, próximos da Linha do Equador, ou então que possuam grande exposição ao sol durante seu trabalho, como pescadores, trabalhadores rurais e outros.

Apesar da maior incidência em pacientes expostos ao sol, é possível também que o problema ocorra por um fator genético. Em ambos os casos, a maior frequência é sempre em homens a partir dos 25 anos.

Pterígio: o que é e como tratar? - Imagem 1 | Marcelo Vilar

A evolução do pterígio

Na fase inicial do pterígio, é possível apenas ver pequenos vasos sanguíneos na região próxima da córnea. Com o tempo, o pterígio se torna mais grosso, com vasos mais calibrosos e o tecido avança sobre a córnea, em direção ao centro do olho. Quando o pterígio atinge ou chega perto da pupila, a visão começa a ser afetada negativamente. Todo o processo de evolução é lento, ocorrendo ao longo de meses ou anos.

Sintomas do pterígio

A vermelhidão nos olhos se apresenta como a principal queixa apresentada pelos pacientes que chegam ao consultório do Dr. Marcelo Vilar. Além disso sintomas como ardência, lacrimejamento, fotofobia – sensibilidade excessiva à luz -, dificuldade em manter os olhos abertos na claridade e sensação de areia nos olhos também estão presentes nos discursos dos pacientes.

Todas essas ocorrências são causadas pela quebra do filme lacrimal provocada pela irregularidade superficial da conjuntiva, o que sempre acontece nos casos de pterígio.

Tratamento do pterígio

O tratamento do pterígio consiste em proteger os olhos do sol, poeira, vento e também investir na lubrificação dos olhos, por meio de colírios lubrificantes e/ou vasoconstritores para aliviar os sintomas e diminuir a vermelhidão.

Porém, quando o caso de pterígio está avançado, a única solução de tratamento é a cirurgia. O procedimento é feito em centro cirúrgico, com anestesia local e dura em média de 15 a 30 minutos. O paciente pode retornar ao seu domicílio no mesmo dia, com um curativo. Nos primeiros dias, o olho fica mais avermelhado e irritado, o que se cura com o uso de colírios em algumas semanas.

Quanto ao procedimento, existem diversas técnicas para a cirurgia do pterígio. Em todas elas, realiza-se a retirada total do pterígio, o que diferencia cada técnica é o que é inserido no local onde havia o pterígio.

Aqui, existem três opções: não colocar nada no local de retirada do pterígio; colocar parte da conjuntiva retirada de outro local do olho, chamado de transplante de conjuntiva; ou, colocar um tecido chamado membrana amniótica, conhecido como transplante de membrana amniótica, que é retirado da placenta e processado em laboratório especializado.

O melhor tratamento

A escolha do tratamento de pterígio mais adequado para cada paciente deve ser feita levando em conta o avanço da doença e também com a orientação especializada de um oftalmologista.

Para isso, é necessário consultar um profissional de confiança e que tenha experiência em pterígio e outras doenças oculares. Agende sua consulta com o Dr. Marcelo Vilar e cuide da saúde de seus olhos.

Fale conosco pelo WhatsApp (41)99616-9915 😀

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