Cirurgias de ceratocone: quais são os tipos

Cirurgias de ceratocone: quais são os tipos

O ceratocone é uma doença não-inflamatória, progressiva e bilateral dos olhos. Nela, o formato da córnea é afetado, adotando um formato cônico conforme o tempo vai passando.

Essa deformação da córnea afeta a qualidade visual do paciente, tornando as imagens distorcidas ao passar pela córnea, o que provoca alterações na visão das pessoas com ceratocone. Essas alterações podem ser lidas como miopia e astigmatismo se não tiverem uma análise de um profissional especialista.

Com o passar dos anos, o ceratocone, que era uma doença pouco falada e também pouco compreendida, vem ocupando um local cada vez maior na discussão da saúde ocular, inclusive com novas pesquisas sendo realizadas com certa constância.

Neste cenário, é preciso compreender como funciona a doença, mas também quais são os tratamentos possíveis para ela. Por isso, nós, da equipe do Dr. Marcelo Vilar produzimos este conteúdo para que você possa compreender com mais detalhes quais são suas opções.

O ceratocone

Como já foi dito, o ceratocone é uma doença progressiva e bilateral. No começo de seu aparecimento não apresenta sintomas. Porém, com o passar do tempo, a troca constante do grau refrativo pode ser um sinal de ceratocone.

Para obter um diagnóstico correto do seu problema ocular, é necessário que sejam realizados exames mais específicos, como topografia e tomografia de córnea. Esses exames serão utilizados para identificar o grau de curvatura da sua córnea e também onde é o ponto de maior pico.

Tratamentos para casos de ceratocone

O tratamento ideal para cada caso de ceratocone dependerá muito do estágio da doença em cada paciente. Em casos mais leves, iniciais, apenas o uso de óculos e lentes de contato podem ajudar.

Porém, em casos medianos ou mais avançados, procedimentos cirúrgicos são necessários. Para estes casos, o crosslinking da córnea, implante de Anel de Ferrara e até mesmo o transplante de córnea são opções de tratamento.

A escolha do tratamento ideal para cada caso deve ser feito com o acompanhamento de um especialista em ceratocone, para que haja mais segurança e assertividade no resultado.

Crosslinking da córnea

O crosslinking é um procedimento cirúrgico realizado para aumentar a rigidez da córnea, impedindo que o ceratocone continue progredindo. Apesar de muito útil, é importante falar que este tratamento é utilizado principalmente para impedir a evolução da doença, e não para curá-la permanentemente.

No crosslinking o tratamento se inicia pela anestesia, aplicada por meio de colírio. É removido o epitélio da córnea (células da superfície corneana que se regeneram após o procedimento) para que seja possível a penetração da Riboflavina (Vitamina B2) na córnea.

A Riboflavina é aplicada com o intuito de aumentar a rigidez da córnea, e após esta etapa de colocação da Vitamina B2, que é em formato de colírio também, é aplicado uma luz UV-A por 30 minutos.

Cirurgias de ceratocone: quais são os tipos - Imagem 1 | Marcelo Vilar

O procedimento como um todo dura cerca de 1 hora e termina com a colocação de uma lente de contato terapêutica que funcionará como um curativo enquanto o epitélio faz sua cicatrização.

Implante de Anel de Ferrara

O implante de Anel de Ferrara é outro procedimento cirúrgico, no qual é colocado anéis, que são segmentos semicirculares, de espessuras variáveis para cada caso, com 5mm de diâmetro.

Este procedimento é indicado principalmente aos portadores de ceratocone, pois é capaz de controlar o desenvolvimento da doença ao impedir que a córnea continue a alterar sua curvatura.

Cirurgias de ceratocone: quais são os tipos - Imagem 2 | Marcelo Vilar

Assim como o procedimento de crosslinking, o Anel de Ferrara também é uma cirurgia que é utilizada para frear a evolução do ceratocone, e não para curar a doença.

Transplante de córnea

Já o transplante de córnea aparece ainda hoje como a única opção de procedimento cirúrgico capaz de solucionar casos de ceratocone. Nele, a córnea afetada pela doença é retirada, e é colocada uma nova córnea em seu lugar.

Este procedimento cirúrgico depende de um doador de córnea, e todo o procedimento deve ser realizado por um profissional especialista, evitando complicações no processo.

Quanto maior a técnica e melhor a córnea doadora tenha sido preparada no Banco de Órgãos, melhor será o resultado do procedimento.

Cirurgias de ceratocone: quais são os tipos - Imagem 3 | Marcelo Vilar

Este é o único procedimento capaz de solucionar permanentemente casos de ceratocone. Muitos pacientes hesitam em optar por esta solução, por se tratar de uma cirurgia um pouco maior e mais delicada, porém, se realizada com o especialista em transplante de córnea correto, nada se deve temer.

Conte com um oftalmologista experiente e de sua confiança. Fale conosco pelo WhatsApp (41)99616-9915 e agende sua consulta com o Dr. Marcelo Vilar 😉

Ceratocone: conheça a prevenção e tratamento

Ceratocone: conheça a prevenção e tratamento

O ceratocone é uma doença que altera o formato natural da córnea, evoluindo para uma forma mais cônica, o que acaba dificultando a visão e afetando a saúde ocular do paciente.

Muitos de nossos atendimentos no consultório do Dr. Marcelo Vilar são de pacientes que apresentam ceratocone e não compreendem muito bem como a doença funciona, como ela evolui e quais são os tratamentos possíveis.

Sendo uma doença progressiva e geralmente bilateral – atingindo ambos os olhos -, o ceratocone dificulta a visão, tornando difícil tanto a visão de perto quanto de longe. Por apresentar sintomas muito similares com os que acontecem em casos de erros refrativos simples, muitas pessoas demoram a identificar o ceratocone.

Para te ajudar nesse processo de prevenção e entendimento dos possíveis tratamentos, nós, da equipe do Dr. Marcelo Vilar produzimos esse conteúdo com tópicos simples e um vídeo que irá te ajudar a compreender todos os pontos. Confira!

O ceratocone

Como abordado acima, o ceratocone é uma doença bilateral progressiva, onde o formato da córnea é modificado, dificultando a visão de diferentes maneiras.

Nesta doença existem diferentes níveis de dificuldade visual, e isso se dá de acordo com a evolução da própria doença. Quanto mais cônico o formato da córnea, mais dificuldade o paciente apresentará para enxergar.

Causas do ceratocone

Quando se trata das causas do ceratocone, nenhuma pesquisa conseguiu definir com 100% de assertividade o que causa a doença ocular.

O fator genético é um dos envolvidos na ocorrência do ceratocone, assim como o hábito de coçar os olhos frequentemente também já foi e ainda é associado ao surgimento e evolução do ceratocone.

Acredita-se que forçar demasiadamente os olhos e os coçar com frequência é capaz de alterar o formato da córnea pouco a pouco, já que essas ações forçam os olhos e podem irritar a córnea e outras estruturas dos olhos.

Prevenção do ceratocone

Algumas das ações defendidas para prevenir o aparecimento e evolução do ceratocone é evitar coçar os olhos e evitar forçar a visão por tempo demasiadamente longo em computadores, celulares, televisões e outros.

Porém, o mais indicado para esse e outros tipos de doenças e problemas oculares é manter as consultas a um oftalmologista em dia e com a frequência correta. Assim, a qualquer sinal de modificação de grau ou qualquer outra anormalidade será identificada por profissionais especializados como o Dr. Marcelo Vilar para encontrar a melhor solução para o seu caso.

Tratamentos para o ceratocone

Os tratamentos possíveis para o ceratocone dependem diretamente do avanço da doença em cada paciente.

Em casos iniciais, onde o ceratocone é leve, utilizar óculos e lentes de contato especiais podem representar uma solução temporária para o problema. Já em casos com ceratocone com nível mediano de avanço, é possível realizar procedimentos como o crosslinking, onde é aplicada riboflavina (vitamina B2) nos olhos, seguido por aplicação de raio UV para fortalecer as moléculas de colágeno, evitando que a córnea continue se curvando.

O implante de anel intraestromal também é possível, e funciona com a colocação de dois arcos de polimetil metacrilato com o auxílio do equipamento FEMTOSECONDLASER, com a intenção de alterar a curvatura da córnea para um formato mais circular.

Em casos mais avançados, onde os procedimentos já não serão mais tão efetivos, é possível ainda fazer um transplante de córnea.

Aqui no consultório do Dr. Marcelo Vilar, realizamos todos os procedimentos citados e já na consulta o Dr. Marcelo Vilar analisa qual a melhor opção de tratamento para cada caso e quais serão os próximos passos.

Confira o vídeo abaixo para entender mais detalhes sobre o ceratocone:

Agende sua consulta com o Dr. Marcelo Vilar e cuide da saúde de seus olhos com um profissional capacitado e experiente. Ligue para os telefones (41)3310-4225, (41)3310-4202, (41)3310-4277 ou fale conosco pelo telefone (41)99616-9915.

É de Curitiba? Nos visite no endereço Rua Coronel Dulcídio, 199 – 5º Andar, no bairro Batel.

Crosslinking: cirurgia e técnicas

Crosslinking: cirurgia e técnicas

Os questionamentos sobre o que é e para que serve o crosslinking não são poucos. Afinal, não é um nome que permite uma dedução simples e não dá pistas nem mesmo sobre que área de conhecimento se trata e nem como a técnica é realizada.
Muitos pacientes chegam no consultório do Dr. Marcelo Vilar sem entender nem mesmo sobre o que é o ceratocone – doença que pode ser tratada pelo crosslinking. Compreender o tratamento de algo que nem se conhece é natural, e no caso do ceratocone, quando um paciente pesquisa pelos possíveis tratamentos, com diversos nomes difíceis, é possível que não entenda do que se trata cada um dos procedimentos.
Para auxiliar nesse processo de conhecimento, nós da equipe do Dr. Marcelo Vilar produzimos este conteúdo para levar informações sobre o Crosslinking de maneira que você entenda com mais facilidade. Confira nosso conteúdo!

O tratamento para o ceratocone

O ceratocone é uma doença que normalmente atinge os dois olhos, não necessariamente da mesma maneira e faz uma mutação no formato da córnea, a deixando como uma espécie de cone.
Para esta doença existem vários tipos de tratamento, desde óculos e lentes de contato rígidas em casos mais leves, ou o uso da técnica de crosslinking e de anel intra-estromal em casos leves ou moderados, ou, em casos muito avançados, o transplante de córnea.
Todos os tratamentos buscam reestabelecer o formato natural da córnea, para que a mutação não atrapalhe a visão do paciente. E a escolha do tratamento adequado depende diretamente do diagnóstico e indicação de um oftalmologista especialista.

O que é o crosslinking

O crosslinking é um método cirúrgico para tratamento do ceratocone. Foi desenvolvido para aumentar a resistência corneana, com o principal objetivo de minimizar a progressão da doença, retardar e até evitar um futuro transplante de córnea.
O tratamento foi idealizado em 1990, na Alemanha, e foi internacionalmente denominado de CXL (Corneal Cross-Link). No crosslinking o procedimento ocorre após a aplicação de um colírio anestésico no olho. Na segunda etapa, é aplicado outro colírio nos olhos, a riboflavina (vitamina B2) e ainda com o líquido nos olhos é aplicado uma luz UV-A por cerca de 30 minutos.
Esse processo é utilizado para fortalecer e aumentar a rigidez da estrutura corneana, impedindo que a curvatura causada pelo ceratocone avance. A riboflavina em conjunto com a radiação ultravioleta fortalece as fibras de colágeno, que são as pontes de sustentação da córnea.
Esta técnica é minimamente invasiva, e tem duração de aproximadamente uma hora. O paciente pode ser dispensado imediatamente, sem necessidade de jejum ou internação.

Indicações para crosslinking

Este tipo de tratamento é indicado principalmente em casos em que o ceratocone está em seus estágios iniciais, em pacientes mais jovens, período onde normalmente começa a se desenvolver a doença. Pessoas que ainda estão no processo de progressão do ceratocone são as mais beneficiadas com o crosslinking, porém, os últimos estudos têm comprovado a existência de benefícios também em estágios avançados de ceratocone.
Estima-se que mais de 500 mil pacientes já se beneficiaram com o tratamento pelo crosslinking no mundo. Após o procedimento, diversos pacientes conseguem manter o estágio do seu ceratocone ainda no início, evitando sua evolução, e consequentemente, poupando a necessidade de realizar o transplante de córnea.

Pós-procedimento do crosslinking

O procedimento em si é muito rápido, e é possível que os pacientes que realizem o tratamento de crosslinking voltem às atividades normais de seu dia a dia com rapidez. Os riscos de complicações em procedimentos de crosslinking são mínimos, mas mesmo assim podem ocorrer.
Irritação nos olhos, vermelhidão ocular e lacrimejamento são alguns sintomas temporários que podem aparecer e são completamente normais. É importante que você sempre lembre que coçar o olho não é nada indicado, em nenhuma situação, ainda mais após um procedimento nos olhos.
Encontrar um oftalmologista especialista e em quem você confia é essencial e auxilia muito no processo de realização dos procedimentos da saúde ocular. O Dr. Marcelo Vilar possui muita experiência no tratamento de ceratocone com crosslinking e até em outros tratamentos como anel de ferrara e transplante de córnea.

Cuide da saúde de seus olhos, mantenha sua rotina de consultas com o oftalmologista em dia e fique atento a qualquer sinal diferente do normal em seus olhos. A melhor maneira de evitar doenças oculares e complicações desnecessárias é sempre consultar com especialistas de sua confiança.

O Dr. Marcelo Vilar é um médico especialista na saúde dos olhos, auxiliando diversos pacientes a deixar seus olhos em perfeito estado, realizando os tratamentos necessários para que cada paciente enxergue a vida como deve.
Agende já sua consulta com o Dr. Marcelo Vilar. Ligue para os telefones (41)3310-4225, (41)3310-4202, (41)3310-4277 ou fale conosco pelo WhatsApp (41)99616-9915. É de Curitiba ou região metropolitana? Nos visite no endereço Rua Coronel Dulcídio, 199 – 5º Andar, no bairro Batel.

Ceratocone: como reconhecer os primeiros sintomas

Ceratocone: como reconhecer os primeiros sintomas

Muitos pacientes ao receber o diagnóstico de que possuem ceratocone não entendem ao certo o que significa, o que é a doença e o que podem fazer em relação ao seu quadro. O ceratocone é um distúrbio ocular onde o formato da córnea é modificado, resultando em um abaulamento da córnea, a deixando com forma semelhante a um cone.
Entender os detalhes da doença ocular é importante para o tratamento, mas quando se trata da prevenção, é necessário também entender quais são os principais sintomas do ceratocone.
A equipe do Dr. Marcelo Vilar decidiu escrever este material a fim de auxiliar o entendimento sobre o ceratocone e ajudar na prevenção da doença. Confira a seguir nosso conteúdo e entenda como identificar os sintomas!

O ceratocone

A doença que altera o formato da córnea acomete em 90% dos casos os dois olhos, mas não necessariamente com a mesma intensidade em ambos. O ceratocone é uma doença relativamente rara, que segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia ocorre em uma variação de 4 a 600 casos a cada 100.000 indivíduos.
Geralmente o ceratocone surge em adolescentes ou jovens adultos e progride até os 35 a 40 anos de idade. Após esse período, normalmente a doença tende a permanecer estável. Suas causas não são totalmente determinadas, porém, existem associações à processos alérgicos, ao hábito de coçar os olhos constantemente e também à fatores genéticos.

Sintomas do ceratocone

Os sintomas do ceratocone variam de paciente para paciente, porém, o principal deles é a visão borrada e distorcida, tanto para longe quanto para perto. Alguns pacientes relatam problemas como a visão dupla (chamada de diplopia), ou a poli visão (poliopia), onde há a percepção de várias imagens de um mesmo objeto. Enxergar halos em torno das luzes ou apresentar coceira ou fotofobia (sensibilidade excessiva à luz) também sintomas frequentes em casos de ceratocone.
Pacientes que apresentem processos alérgicos frequentes devem observar com mais cuidado a saúde de seus olhos, afinal, coçar os olhos em excessividade é uma das causas da doença.
Se houver algum caso de ceratocone na família, é importante se manter ainda mais alerta para qualquer sinal da doença. Procure manter consultas regulares ao oftalmologista para evitar qualquer tipo de problema.
O ceratocone geralmente dificulta tanto a visão de perto quanto a visão de longe, gerando problemas para os pacientes. Pessoas que apresentam mudança de grau frequente também precisam estar alertas para entender qual é a causa da instabilidade de grau.

Sinais observados pelo oftalmologista

Durante a consulta, o oftalmologista responsável deve examinar os olhos, entender o grau do erro refrativo presente, e fazer exames para analisar a curvatura da córnea, a pressão corneana e muito mais.
Em casos de ceratocone normalmente os oftalmologistas podem observar reflexos em “gota de óleo” e em “tesoura”. Linhas estriadas, verticais, finas e profundas, chamadas de linhas de Vogt também podem ser um sinal da doença.
A espessura estromal reduzida e anel de Fleischer – depósitos epiteliais de ferro ao redor da base do cone e outros sinais também podem ser vistos pelos oftalmologistas no momento da consulta quando o paciente já apresenta o ceratocone.

Em qualquer caso de desconforto visual, ou ao sinal de qualquer um dos sintomas indicados aqui é essencial o contato imediato com um oftalmologista para garantir a saúde dos seus olhos. O Dr. Marcelo Vilar é especialista em casos de ceratocone e é capaz de oferece um tratamento adequado e eficiente, com equipamentos de alta tecnologia para resolver a doença.
Investir em bons profissionais e que possam de fato auxiliar e manter a saúde dos seus olhos é essencial para não gerar incômodos desnecessários. Procure manter uma rotina de cuidados com os olhos, sempre realizando consultas e fazendo o que foi solicitado pelo oftalmologista.

Agende sua consulta com o Dr. Marcelo Vilar. Ligue para os telefones (41)3310-4225, (41)3310-4202, (41)3310-4277 ou fale conosco pelo WhatsApp (41)99616-9915. É de Curitiba? Nos visite no endereço Rua Coronel Dulcídio, 199 – 5º Andar, Batel.