Guia completo sobre Anel de Ferrara

Guia completo sobre Anel de Ferrara

O Anel de Ferrara, também conhecido como anel corneano, é um dos tratamentos possíveis para casos de ceratocone, e é procurado por diversos pacientes como uma maneira de impedir a evolução da doença.

No consultório do Dr. Marcelo Vilar realizamos diversos procedimentos de implante de Anel de Ferrara. É importante destacar aqui que este tipo de tratamento pode ser utilizado em pacientes com o ceratocone em nível intermediário. Para casos avançados da doença, recomenda-se o transplante de córnea.

Essa escolha do melhor tratamento para cada caso precisa ser realizada pelo paciente em conjunto com um oftalmologista especializado em ceratocone.

Nós, da equipe do Dr. Marcelo Vilar desenvolvemos este conteúdo para que nossos pacientes entendam mais sobre o Anel de Ferrara, conhecendo suas possibilidades de tratamento mais a fundo, mas também para incentivar outras pessoas a terem informações, e principalmente, que busquem uma ajuda especializada. Confira!

Os tratamentos do ceratocone

Como já dissemos em outros artigos, o ceratocone possui diversas opções de tratamentos [marcar post]. Em casos iniciais da doença é possível optar pelo uso de óculos e lentes de contato rígidas. Em casos intermediários, o crosslinking e o próprio Anel de Ferrara surgem como possibilidades de tratamento.

É importante frisar, que esses procedimentos intermediários têm como principal foco impedir o avanço da doença, e não promover sua cura. Por isso, em casos avançados do ceratocone, a recomendação médica geralmente é a de encaminhamento para a cirurgia de transplante de córnea.

O Anel de Ferrara

O Anel de Ferrara é uma órtese composta de dois segmentos semicirculares, de espessuras variáveis, conforme a necessidade de cada paciente, com 5mm de diâmetro. Esses segmentos são confeccionados em PMMA, um acrílico biocompatível, o mesmo utilizado em lentes intraoculares para cirurgia de catarata.

Este procedimento consiste no implante corneano de 1 ou 2 anéis, conforme a necessidade de cada caso. Espera-se com a inserção desse material que haja o impedimento do avanço da doença, regularizando a superfície da córnea.

Anel de ferrara - Imagem 1 | Marcelo Vilar

O Anel de Ferrara cura o ceratocone?

Não, como foi dito, o objetivo do procedimento de inserção do Anel de Ferrara é estacionar o avanço da doença.

Ao colocar os anéis, a deformação da córnea é impedida pelo material inserido, o que ocorre na maioria dos casos. Em 15% dos casos onde pode haver evolução apesar do anel, o procedimento pode ser revertido para que o transplante de córnea seja possível.

Problemas refrativos e o Anel de Ferrara

A cirurgia de implante de Anel de Ferrara não tem finalidade refrativa, ou seja, não livra o paciente do uso de óculos ou lentes de contato. Na verdade, em quase metade dos casos, após a cirurgia do anel, ainda será necessário o uso de óculos ou lentes de contato.

Apesar da deformação corneana normalmente ser uma das causas de erros refrativos para pessoas que apresentem a doença, a colocação do Anel de Ferrara não cura os erros refrativos, apenas impede que eles sejam piorados pela continuidade da deformação da córnea.

O procedimento de implante do Anel de Ferrara

Realizada com anestesia tópica e local, a cirurgia de implante de Anel de Ferrara dura em média 10 minutos e é indolor para o paciente.

Apesar de ser uma cirurgia que exige muita técnica e conhecimento do profissional que irá realizar, por isso, é recomendado que o paciente a realize com um oftalmologista especializado e experiente no procedimento.

Pós-cirúrgico do Anel de Ferrara

Durante o período de pós-operatório são vistos raros sintomas. Pacientes que apresentem incômodos, geralmente se queixam apenas de lacrimejamento, fotofobia – sensibilidade excessiva à luz – e olho com avermelhamento leve.

Os cuidados necessários nesse processo são simples, como não tomar banhos de imersão em piscinas, praias ou banheiras, bem como evitar o uso de sauna. Não é recomendado também a prática de atividades físicas, coçar os olhos ou utilizar maquiagem em um primeiro momento.

Também é importante que o paciente tome cuidado para que a água não caia nos olhos durante o banho e também uso um oclusor de acrílico para dormir, evitando que coce os olhos durante o sono.

Oclusor acrílico para Anel de Ferrara | Marcelo Vilar

Pacientes indicados para Anel de Ferrara

O paciente ideal para o implante do anel corneano é aquele que apresenta a córnea com pouco ou nenhuma estria ou cicatriz, com ceratometria simulada com valores inferiores a 60,00 D (ou 65) e córneas não muito finas.

Casos intermediários são os ideais para realizar a cirurgia de implante de Anel de Ferrara, pois são os que apresentam maiores chances de sucesso no resultado esperado. Porém, cada paciente precisa consultar com um oftalmologista especialista em ceratocone, para que seja avaliado a melhor opção para seu caso.

Cuide da saúde de seus olhos, agende sua consulta com o Dr. Marcelo Vilar e entenda se o Anel de Ferrara é a melhor opção de tratamento para o seu caso. Fale conosco pelo WhatsApp (41)99616-9915.

Pterígio: o que é e como tratar?

Pterígio: o que é e como tratar?

Apesar do nome complexo, o pterígio é uma doença ocular que pode ser tratada, evitando maiores problemas para o paciente. Em geral o pterígio causa incômodo não só clínico, mas também estético, pois é um problema que pode ser visualizado por outras pessoas a olho nu. Estes fatores, combinados, fazem com que os pacientes procurem tratamento com oftalmologistas especializados com mais rapidez.

No consultório do Dr. Marcelo Vilar atendemos diversos casos de pacientes acometidos pelo pterígio. A grande maioria de nossos atendimentos se caracterizam por queixas de coceira nos olhos, dificuldades visuais e também pela formação de uma extensão de um tecido nos olhos.

Nós, da equipe do Dr. Marcelo Vilar, produzimos este conteúdo para que você possa conhecer um pouco mais sobre o pterígio, suas causas, tratamentos e também entender como identificar se você possui esse problema. Confira!

O que o pterígio?

O termo pterígio vem do grego e significa “pequena asa”. Caracteriza-se como uma prega de tecido fibrovascular em formato triangular ou trapezoidal. A aparência do pterígio, em termos mais comuns, é como se fosse uma pele esticada nos olhos, em geral, localizada na conjuntiva nasal, mais próximo ao nariz, embora possa também ocorrer na região temporal, na parte exterior do olho.

Os tipos de pterígio são divididos de acordo com sua evolução, conforme a área que se estende sobre a córnea, sendo mensurada em milímetros. Normalmente o pterígio é mais comum em pacientes que habitam em locais com muita incidência de luz solar, próximos da Linha do Equador, ou então que possuam grande exposição ao sol durante seu trabalho, como pescadores, trabalhadores rurais e outros.

Apesar da maior incidência em pacientes expostos ao sol, é possível também que o problema ocorra por um fator genético. Em ambos os casos, a maior frequência é sempre em homens a partir dos 25 anos.

Pterígio: o que é e como tratar? - Imagem 1 | Marcelo Vilar

A evolução do pterígio

Na fase inicial do pterígio, é possível apenas ver pequenos vasos sanguíneos na região próxima da córnea. Com o tempo, o pterígio se torna mais grosso, com vasos mais calibrosos e o tecido avança sobre a córnea, em direção ao centro do olho. Quando o pterígio atinge ou chega perto da pupila, a visão começa a ser afetada negativamente. Todo o processo de evolução é lento, ocorrendo ao longo de meses ou anos.

Sintomas do pterígio

A vermelhidão nos olhos se apresenta como a principal queixa apresentada pelos pacientes que chegam ao consultório do Dr. Marcelo Vilar. Além disso sintomas como ardência, lacrimejamento, fotofobia – sensibilidade excessiva à luz -, dificuldade em manter os olhos abertos na claridade e sensação de areia nos olhos também estão presentes nos discursos dos pacientes.

Todas essas ocorrências são causadas pela quebra do filme lacrimal provocada pela irregularidade superficial da conjuntiva, o que sempre acontece nos casos de pterígio.

Tratamento do pterígio

O tratamento do pterígio consiste em proteger os olhos do sol, poeira, vento e também investir na lubrificação dos olhos, por meio de colírios lubrificantes e/ou vasoconstritores para aliviar os sintomas e diminuir a vermelhidão.

Porém, quando o caso de pterígio está avançado, a única solução de tratamento é a cirurgia. O procedimento é feito em centro cirúrgico, com anestesia local e dura em média de 15 a 30 minutos. O paciente pode retornar ao seu domicílio no mesmo dia, com um curativo. Nos primeiros dias, o olho fica mais avermelhado e irritado, o que se cura com o uso de colírios em algumas semanas.

Quanto ao procedimento, existem diversas técnicas para a cirurgia do pterígio. Em todas elas, realiza-se a retirada total do pterígio, o que diferencia cada técnica é o que é inserido no local onde havia o pterígio.

Aqui, existem três opções: não colocar nada no local de retirada do pterígio; colocar parte da conjuntiva retirada de outro local do olho, chamado de transplante de conjuntiva; ou, colocar um tecido chamado membrana amniótica, conhecido como transplante de membrana amniótica, que é retirado da placenta e processado em laboratório especializado.

O melhor tratamento

A escolha do tratamento de pterígio mais adequado para cada paciente deve ser feita levando em conta o avanço da doença e também com a orientação especializada de um oftalmologista.

Para isso, é necessário consultar um profissional de confiança e que tenha experiência em pterígio e outras doenças oculares. Agende sua consulta com o Dr. Marcelo Vilar e cuide da saúde de seus olhos.

Fale conosco pelo WhatsApp (41)99616-9915 😀

O que é o teste de Ishihara? Qual a sua precisão?

O que é o teste de Ishihara? Qual a sua precisão?

Quando falamos do teste de Ishihara muitas pessoas não entendem do que se trata, e se perguntam sobre quais suas funcionalidades e efetividade. Nós, da equipe do Dr. Marcelo Vilar, produzimos este conteúdo para te auxiliar a entender qual o objetivo deste teste e como ele oferece precisão para o diagnóstico correto da sua dificuldade visual. Confira!

O teste de Ishihara

O teste de Ishihara é composto por aqueles conhecidos desenhos, formados por bolinhas coloridas, com um número no centro da imagem. Apesar de muitas pessoas considerarem o teste uma brincadeira, ele é muito importante para identificar e diagnosticar o daltonismo nos pacientes.

O teste foi desenvolvido em 1917 e recebeu esse nome devido ao seu criador, o japonês Dr. Shinobu Ishihara (1879-1963), que foi professor da Universidade de Tóquio. Em 1908, Ishihara recebeu uma solicitação da Universidade de Tóquio para elaborar um teste com o fim de recrutar militares com anormalidades de visão de cores.

As primeiras placas foram pintadas à mão por Ishihara em aquarela, usando símbolos hiragana, sistema de escrita mais básico da língua japonesa. As primeiras versões do teste foram realizadas com a ajuda do assistente do oftalmologista, o qual era daltônico, ajudando assim a comprovar o bom funcionamento do exame.

Como funciona o daltonismo?

Daltonismo é o termo usado para denominar a falta de sensibilidade de percepção de determinadas cores. Isto não significa dizer que pessoas daltônicas não enxergam nenhuma tonalidade de cor, mas sim que possuem dificuldade em fazer a distinção entre alguns pares de cores complementares. Normalmente isto ocorre no momento de distinguir o vermelho e o verde, mas com menos frequência, pode ocorrer também entre o azul e o amarelo.

Esse distúrbio visual é conhecido desde o século XVIII e recebeu esse nome em homenagem a John Dalton, um químico inglês que foi o primeiro cientista a pesquisar a anomalia ocular que ele mesmo era portador.

O daltonismo também pode ser conhecido como discromatopsia ou discromopsia e é uma condição geneticamente hereditária, ligada ao cromossomo sexual X, afetando em maior quantidade os homens.

Esta disfunção visual raramente afeta mulheres, pois elas possuem dois cromossomos X. Portanto, quando são afetadas por um dos cromossomos com a mutação, o outro normalmente compensa a alteração. Já no caso dos homens, eles possuem apenas um X – sendo o outro Y – o que faz com que uma vez que o X esteja com a mutação, o daltonismo se manifeste sem nenhuma maior dificuldade.

Como funciona o teste de Ishihara

O teste é realizado utilizando imagens (principalmente números) formadas por diversos pontos de cores diferentes. Esse contraste de cores, é o que permite a identificação dos números desenhados no centro, os quais podem ser enxergados com facilidade por pessoas que não apresentam daltonismo. Porém, pessoas portadoras do distúrbio visual, não conseguem identificar a imagem, pois enxergam as colorações presentes na imagem de maneira muito similar.

Este teste tem uma realização rápida e garante uma precisa avaliação do daltonismo de origem congênita (forma mais comum dos distúrbios de visão de cores). Ao todo são 38 placas utilizadas e os pacientes podem ser identificados pela deficiência tipo Protan – protanopia e protanomalia – ou pelo tipo Deutran – deuteranopia e deuteranomalia, diagnóstico esse que deve ser realizado pelo médico oftalmologista responsável.

O que é o teste de Ishihara? Qual a sua precisão? - Imagem 1 | Marcelo Vilar

Precisão do teste de Ishihara

Apesar de se tratar de um exame com uma realização relativamente simples, o teste de Ishihara possui uma alta precisão. Por se tratar da identificação de números através da diferenciação de cores na imagem, se torna muito simples reconhecer a presença da dificuldade visual nos pacientes, pois a não identificação dos números significa a dificuldade na diferenciação de tons, ou seja, o daltonismo.

O exame de Ishihara precisa ser realizado por um médico especialista em oftalmologia, para que o diagnóstico seja feito de maneira correta e assertiva para o quadro de cada paciente.

Daltonismo tem cura?

O daltonismo é uma condição que não possui cura e nem tratamento específico por enquanto. Hoje, existem lentes de contato e óculos especiais que auxiliam as pessoas com daltonismo a distinguir cores muito semelhantes.

Apesar de não ter uma cura definitiva para o daltonismo, esses óculos e lentes têm feito total diferença nas vidas dos daltônicos que têm acesso a este tipo de tratamento.

Agende sua consulta com o Dr. Marcelo Vilar, em Curitiba, e invista na saúde de seus olhos. Fale pelo WhatsApp (41)99616-9915.

Quando fazer a cirurgia de catarata?

Quando fazer a cirurgia de catarata?

A catarata é um problema de visão onde há a opacificação do cristalino, tornando a visão borrada e/ou amarelada com o passar do tempo. O tipo mais comum de catarata, é a catarata senil e ocorre normalmente acima dos 45 anos, progredindo de acordo com a idade.

Este processo onde o cristalino se torna cada vez mais opaco é natural do envelhecimento humano, e não é nenhuma doença que precise de grandes preocupações. Porém, quando a catarata surge nos pacientes, a maioria deles se pergunta qual será o momento correto para fazer um procedimento cirúrgico.

É importante frisar que a cirurgia de catarata é a única cura para a doença. E o período ideal para realizar esse procedimento dependerá de um conjunto de fatores que precisam ser analisados tanto pelo paciente quando pelo especialista em catarata que estará atendendo o caso.

Nós, da equipe do Dr. Marcelo Vilar separamos algumas dicas que podem te ajudar a entender qual é o melhor momento para que você faça sua cirurgia de catarata. Confira!

#1 – Progressão da doença

Não é porquê você descobriu um caso de catarata que precisa operar imediatamente. Esta doença não apresenta gravidade a ponto de ter que realizar uma cirurgia de emergência. Por isso, caso você apresente catarata, o primeiro passo é entender em que fase de progressão ela está e o quanto realmente se apresenta como uma dificuldade para você.

Quando fazer a cirurgia de catarata? - Imagem 1 | Marcelo Vilar

#2 – Fale com o seu médico

Nossa dica para todo e qualquer problema de saúde, inclusive para problemas de dificuldades visuais, é que se procure um médico especialista.

No caso da catarata, é necessário buscar um médico oftalmologista capacitado para te atender e cuidar da sua saúde ocular. Em Curitiba, o Dr. Marcelo Vilar faz diversos tipos de atendimento, e inclusive, é especialista em catarata.

Ter o aval de um profissional da área, que entende da saúde de seus olhos é essencial. Ele poderá, melhor do que ninguém, auxiliar no seu processo de escolha do momento correto para realizar a cirurgia de catarata.

#3 – Como te afeta

Em muitos casos, os pacientes apresentam catarata e o seu quadro ainda não o incomoda e nem causa grande dificuldade visual. Em outros, pode ser que o mínimo de opacificação do cristalino já seja o suficiente para apresentar um grande incômodo visual.

É importante que neste ponto você faça essa autocrítica, considere sua qualidade de vida com a catarata, e pense se esse é o melhor momento para realizar o procedimento, ou se gostaria de esperar um pouco mais para aí sim tomar sua decisão.

Antigamente era necessário aguardar que a catarata “amadurecesse”, hoje, isso não é mais necessário. Ficando sob decisão do paciente em conjunto com o especialista em catarata para que seja decidido o momento correto e que melhor se adapta ao paciente para realizar o procedimento cirúrgico da retirada da catarata.

Quando fazer a cirurgia de catarata? - Imagem 2 | Marcelo Vilar

#4 – Organize seu tempo

Apesar da catarata ter maior incidência em um público mais velho, é possível que pessoas de 45 anos já apresentem a doença.

Caso sua rotina seja atribulada, é importante considerar o tempo que você terá para a recuperação. A cirurgia de catarata exige técnica e cuidados, porém, não é um procedimento demorado, mas são necessárias algumas ações de precaução no pós-operatório.

Evitar coçar os olhos, ficar sem fazer exercícios físicos por alguns dias, cuidados com a posição para dormir, uso de determinados colírios e evitar piscina ou mar durante um tempo.

Por isso, analise se este é o momento ideal para realizar a sua cirurgia de catarata.

Após considerar todas essas dicas ficará mais fácil entender se este é o momento ou não de realizar a sua cirurgia de catarata. Cuide da saúde dos seus olhos, agende sua consulta com o Dr. Marcelo Vilar, especialista em catarata em Curitiba. Fale conosco pelo WhatsApp (41)99616-9915 😉

Cirurgias de ceratocone: quais são os tipos

Cirurgias de ceratocone: quais são os tipos

O ceratocone é uma doença não-inflamatória, progressiva e bilateral dos olhos. Nela, o formato da córnea é afetado, adotando um formato cônico conforme o tempo vai passando.

Essa deformação da córnea afeta a qualidade visual do paciente, tornando as imagens distorcidas ao passar pela córnea, o que provoca alterações na visão das pessoas com ceratocone. Essas alterações podem ser lidas como miopia e astigmatismo se não tiverem uma análise de um profissional especialista.

Com o passar dos anos, o ceratocone, que era uma doença pouco falada e também pouco compreendida, vem ocupando um local cada vez maior na discussão da saúde ocular, inclusive com novas pesquisas sendo realizadas com certa constância.

Neste cenário, é preciso compreender como funciona a doença, mas também quais são os tratamentos possíveis para ela. Por isso, nós, da equipe do Dr. Marcelo Vilar produzimos este conteúdo para que você possa compreender com mais detalhes quais são suas opções.

O ceratocone

Como já foi dito, o ceratocone é uma doença progressiva e bilateral. No começo de seu aparecimento não apresenta sintomas. Porém, com o passar do tempo, a troca constante do grau refrativo pode ser um sinal de ceratocone.

Para obter um diagnóstico correto do seu problema ocular, é necessário que sejam realizados exames mais específicos, como topografia e tomografia de córnea. Esses exames serão utilizados para identificar o grau de curvatura da sua córnea e também onde é o ponto de maior pico.

Tratamentos para casos de ceratocone

O tratamento ideal para cada caso de ceratocone dependerá muito do estágio da doença em cada paciente. Em casos mais leves, iniciais, apenas o uso de óculos e lentes de contato podem ajudar.

Porém, em casos medianos ou mais avançados, procedimentos cirúrgicos são necessários. Para estes casos, o crosslinking da córnea, implante de Anel de Ferrara e até mesmo o transplante de córnea são opções de tratamento.

A escolha do tratamento ideal para cada caso deve ser feito com o acompanhamento de um especialista em ceratocone, para que haja mais segurança e assertividade no resultado.

Crosslinking da córnea

O crosslinking é um procedimento cirúrgico realizado para aumentar a rigidez da córnea, impedindo que o ceratocone continue progredindo. Apesar de muito útil, é importante falar que este tratamento é utilizado principalmente para impedir a evolução da doença, e não para curá-la permanentemente.

No crosslinking o tratamento se inicia pela anestesia, aplicada por meio de colírio. É removido o epitélio da córnea (células da superfície corneana que se regeneram após o procedimento) para que seja possível a penetração da Riboflavina (Vitamina B2) na córnea.

A Riboflavina é aplicada com o intuito de aumentar a rigidez da córnea, e após esta etapa de colocação da Vitamina B2, que é em formato de colírio também, é aplicado uma luz UV-A por 30 minutos.

Cirurgias de ceratocone: quais são os tipos - Imagem 1 | Marcelo Vilar

O procedimento como um todo dura cerca de 1 hora e termina com a colocação de uma lente de contato terapêutica que funcionará como um curativo enquanto o epitélio faz sua cicatrização.

Implante de Anel de Ferrara

O implante de Anel de Ferrara é outro procedimento cirúrgico, no qual é colocado anéis, que são segmentos semicirculares, de espessuras variáveis para cada caso, com 5mm de diâmetro.

Este procedimento é indicado principalmente aos portadores de ceratocone, pois é capaz de controlar o desenvolvimento da doença ao impedir que a córnea continue a alterar sua curvatura.

Cirurgias de ceratocone: quais são os tipos - Imagem 2 | Marcelo Vilar

Assim como o procedimento de crosslinking, o Anel de Ferrara também é uma cirurgia que é utilizada para frear a evolução do ceratocone, e não para curar a doença.

Transplante de córnea

Já o transplante de córnea aparece ainda hoje como a única opção de procedimento cirúrgico capaz de solucionar casos de ceratocone. Nele, a córnea afetada pela doença é retirada, e é colocada uma nova córnea em seu lugar.

Este procedimento cirúrgico depende de um doador de córnea, e todo o procedimento deve ser realizado por um profissional especialista, evitando complicações no processo.

Quanto maior a técnica e melhor a córnea doadora tenha sido preparada no Banco de Órgãos, melhor será o resultado do procedimento.

Cirurgias de ceratocone: quais são os tipos - Imagem 3 | Marcelo Vilar

Este é o único procedimento capaz de solucionar permanentemente casos de ceratocone. Muitos pacientes hesitam em optar por esta solução, por se tratar de uma cirurgia um pouco maior e mais delicada, porém, se realizada com o especialista em transplante de córnea correto, nada se deve temer.

Conte com um oftalmologista experiente e de sua confiança. Fale conosco pelo WhatsApp (41)99616-9915 e agende sua consulta com o Dr. Marcelo Vilar 😉

3 benefícios da cirurgia refrativa

3 benefícios da cirurgia refrativa

A cirurgia refrativa é o procedimento realizado para corrigir erros refrativos dos pacientes. Casos de miopia, hipermetropia, presbiopia e astigmatismo podem ser tratados com a cirurgia refrativa.

Muitas vezes utilizar lentes de contato e óculos representa para os pacientes um incômodo desnecessário. Por isso, a cirurgia refrativa acaba aparecendo como uma ótima solução para que não se dependa de objetos externos para enxergar com qualidade.

Para que você possa entender mais sobre como funciona a cirurgia refrativa e quais os benefícios que ela pode trazer para você, nós, da equipe do Dr. Marcelo Vilar produzimos este conteúdo. Confira!

A cirurgia refrativa

Cirurgia refrativa é o nome dado às cirurgias realizadas para corrigir erros refrativos. Neste procedimento podem ser utilizadas diferentes técnicas, e para definir a que melhor se adapta à realidade do paciente, é preciso fazer exames pré-operatórios com um profissional especializado em cirurgia refrativa.

Além disso, alguns detalhes precisam ser observados para definir a necessidade e possibilidade de realizar a cirurgia refrativa, como: o paciente precisa ter mais 18 anos e estar com o grau estável, para garantir o bom funcionamento do procedimento.

Com relação às técnicas possíveis, temos o PRK e o LASIK, conheça mais sobre elas.

A técnica de PRK

O procedimento pode ser realizado utilizando a técnica de PRK (Photorefractive Keratectomy), que em sua tradução é a Ceratectomia-Fotorefrativa. Nesta técnica, o cirurgião utiliza um laser para esculpir a córnea do paciente, alterando a curvatura necessária para restaurar a saúde ocular, solucionando os problemas refrativos do paciente.

A técnica LASIK

Abreviação do inglês de Laser in-Situ Keratomileusis, na técnica LASIK, o laser é aplicado nas camadas intermediárias da córnea para solucionar as dificuldades refrativas.

Neste procedimento, a camada superficial da córnea é preservada, pois é realizado um corte antes mesmo de aplicar o laser, fazendo da camada um FLAP (lentícula) que será colocado imediatamente após a aplicação do laser.

Saiba mais sobre o procedimento no vídeo do Dr. Marcelo Vilar:

Os benefícios da cirurgia refrativa

Após a realização da cirurgia refrativa a vida do paciente é alterada, ganhando em maior comodidade e qualidade. Separamos 3 principais benefícios da cirurgia refrativa que nossos pacientes sempre apontam como os mais importantes para eles após o procedimento. Confira!

#1 – Mais liberdade

Em casos mais evoluídos dos erros refrativos, onde os pacientes apresentam graus altos de miopia, hipermetropia, astigmatismo e até mesmo presbiopia, a necessidade da utilização dos óculos é muito maior e causa certa dependência.

Não são raros casos de pessoas que usam óculos falando que não sabem o que fariam sem ele. Afinal, quando o grau é muito elevado, a visão muitas vezes só se dá de maneira embaçada e sem visibilidade pelos pacientes.

Por isso, a maioria das pessoas que passam pela cirurgia refrativa com um oftalmologista especialista, retratam que após o procedimento estão muito mais livres, pois, enxergam melhor a todo momento, sem ficar preso aos óculos.

#2 – Maior qualidade de vida

Justamente por ter mais liberdade, os pacientes também relatam um aumento da qualidade de vida, já que podem viver seu dia a dia com mais comodidade.

Poder enxergar melhor sem os óculos, seja no momento de ler rótulos dos vidros durante o banho, dirigir a noite ou simplesmente poder reconhecer pessoas na rua são fatores que aumentam a qualidade de vida, pois causam a sensação de satisfação e felicidade.

Ter uma visão autossuficiente é um fator muito importante para diversas pessoas, aumentando em alguns casos até mesmo a autoestima desses pacientes.

#3 – Menos preocupação

Ao realizar a cirurgia refrativa, suas preocupações também diminuem. Pois, aquela velha preocupação de esquecer os óculos em casa ou em outros lugares, de perder as lentes de contato e tantas outras acabam não existindo mais.

Por isso, muitas pessoas optam pela cirurgia refrativa, para terem mais segurança, qualidade de vida e muito menos preocupação no seu dia a dia.

Cuide da saúde dos seus olhos e invista na sua qualidade de vida. Agende sua consulta com o especialista em cirurgia refrativa, Dr. Marcelo Vilar pelo WhatsApp (41)99616-9915 🙂