Blefarite

Blefarite ou terçol é um acometimento que ocorre na margem das pálpebras, junto dos cílios, por glândulas que produzem uma secreção gordurosa. A produção e excreção dessa gordura faz parte da composição da nossa lágrima.

O que é blefarite?

Blefarite, também conhecido como de terçol é um acometimento que ocorre na margem das pálpebras junto dos cílios, por glândulas que produzem uma secreção gordurosa.

Em algumas pessoas essas glândulas não produzem secreção de forma correta, em decorrências à alterações hormonais, à infecções bacterianas ou mesmo a um excesso de gordura sem causa aparente.

Quando isso ocorre acumula-se uma secreção junto dos cílios, chamada blefarite. Essa secreção pode causar coceira, vermelhidão e irritação tanto nas pálpebras ou no próprio olho.

Dr. Marcelo Vilar explica sobre blefarite ou terçol:

Terçol e calázio

Terçol

O terçol ou hordéolo (também chamado de viúva) é provocado pela inflamação das glândulas Zeis e Mol, mais próximas da borda externa das pálpebras. Em geral, a inflamação é decorrente de uma infecção por bactérias estafilococos. O terçol é caracterizado por uma lesão com aspecto de uma “bolinha” vermelha, que se instala na borda mais externa da pálpebra, perto dos cílios, e vem acompanhada dos sinais típicos de infecção provocada por bactérias, tais como: coceira, lacrimejamento e sensibilidade à luz intensa.

Calázio

O calázio, que não é uma infecção, é provocado pela inflamação das glândulas de Meibômio, localizadas logo atrás dos cílios, mais próximas da borda interna da pálpebra. A inflamação causa uma obstrução de dutos que permitem a drenagem da secreção, o que provoca a formação de um granuloma (uma massa de tecido inflamado), que aumenta de tamanho conforme a secreção produzida pela glândula não pode ser eliminada. As principais características do calázio são dor leve e inchaço (inicialmente), granuloma que não dói e aumenta de tamanho com o passar do tempo. Quando este granuloma cresce muito, pode pressionar o globo ocular e provocar visão turva.

Quais são os sintomas?

Na blefarite, as pálpebras superior e inferior ficam cobertas por detritos oleosos (semelhante a caspa) em torno da base dos cílios que podem inclusive levar à perda dos mesmos.

Coceira e irritação ocular, sensação de corpo estranho, lacrimejamento e vermelhidão nas bordas das pálpebras são os sintomas mais típicos.

Por ressecar o olho, a blefarite pode dificultar a adaptação às lentes de contato.

Qual a causa?

Como explicado anteriormente, a blefarite ocorre por alteração na produção de gordura das glândulas das pálpebras, podendo levar a processos inflamatórios ( blefarite seborreica) ou infecção bacteriana dessas mesmas glândulas (blefarite infecciosa ou estafilocócica).

Quando a inflamação acomete as glândulas mais profundas da pálpebra chamada glândulas de meibomius, causam uma doença chamada meibomite.

A meibomite tem os sintomas muito parecidos da blefarite e o mesmo tratamento.

Qual é o tratamento?

Blefarite é uma doença crônica e precisa ser acompanhado por causar grande desconforto e outros problemas se não tratado.

O tratamento é eficaz e relativamente simples, mas se a pessoa parar de fazer o tratamento, em pouco tempo voltará a sentir os sintomas.

Higiene palpebral

O olho afetado deve ser limpo com suavidade, utilizando uma compressa embebida numa solução específica para limpeza palpebral, disponível nas farmácias ou com shampoo neutro infantil.

Essa limpeza também pode ser feita com cotonete no lugar da compressa.

Sintomas - Blefarite | Dr. Marcelo Vilar

Massagem nas pálpebras

A massagem suave da base dos cílios visa drenar as secreções das glândulas.

A massagem deve ser feita com pequenos movimentos circulares e horizontais, durante alguns segundos, sempre depois da compressa morna.

O objetivo da massagem é descomprimir as glândulas de meibonius e excretar o excesso de gordura.

Colírios e pomadas para blefarite

Em casos mais graves ou resistentes, podemos associar o uso de antibióticos com anti-inflamatórios (corticóides) na forma de colírios ou pomadas oftalmológicas.

Devido aos possíveis efeitos colaterais desses medicamentos, essa opção de tratamento só deve ser usada sob orientação de um oftalmologista e por curto período de tempo.

Antibióticos orais para blefarite:

Em raros casos a blefarite é muito resistente ao tratamento convencional sendo necessário o uso de antibióticos orais.

Omega 3 para blefarite ou terçol

A suplementação com ômega 3 demonstrou ajudar na regulação da função das glândulas palpebrais e com isso reduzir a blefarite e a meibomite, além de melhorar o ressecamento ocular.

Ação da luz pulsada na blefarite

A energia luminosa da luz pulsada é transformada em energia térmica, que permite a coagulação e ablação de capilares, com redução dos fatores inflamatórios.

Vale lembrar ainda, que pacientes com terçol e calázio de repetição também podem se beneficiar do tratamento com luz pulsada. Quanto à duração do tratamento, são realizadas de 3 a 4 sessões, a cada 15 dias.

Luz Pulsada - Blefarite | Dr. Marcelo Vilar

O procedimento com a luz pulsada é rápido, não invasivo, indolor e oferece mais conforto para o paciente. A percepção de melhora pode ser sentida logo depois da primeira aplicação.

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